#03. Sua menina e o fim do Cristianismo.


Tudo na vida acaba.

Este mundo vai acabar, já fomos avisados pelo Senhor.

Segundo fator que você deve orientar sua filha:

O Cristianismo está acabando.

Notem bem que eu não disse: está ACABADO.

Está ACABANDO é diferente. E não é falta de fé, muito pelo contrário!

É constatação do que disse o Senhor sobre sinais do FIM e já vimos anteriormente um: o esfriamento do amor; do amor que respeita, considera e deseja o bem a todos e se empenha por isso.

O Senhor nos disse claramente: ENTÃO VIRÁ O FIM.

O Fim de tudo virá depois de uma série de fatores. Não podemos dizer quando será o fim. Mas podemos dizer que vivemos em uma geração onde tudo para o Fim já se configura e avança. Tudo o que temos e vemos entre as nações e povos nos permite-nos notar com clara percepção que as coisas neste planeta não irão melhorar, antes,  só pioraram e piorarão ainda mais, rumo ao fim.

E uma das marcas que vejo é que O CRISTIANISMO ESTÁ ACABANDO...

Acabando como, por exemplo, um frasco de delicioso perfume nosso - e nosso preferido! - que está chegando ao fim do vidro e vamos percebendo isso quando vemos dentro do recipiente que só restam alguns poucos mililitros.

Isto já estava previsto; avisados pelo Senhor, não devemos nos surpreender mas apreender nossos melhores pensamentos! Gosto do sentido de apreender porque ele nos acorda bem neste sentido: entender mentalmente; compreender: às vezes é árduo entender o significado de alguns textos, mas é preciso estudá-los!

1. A SOCIEDADE JÁ FOI 'MAIS CRISTÃ'.

Não digo que ela em geral (por exemplo, no Brasil) já foi mais bíblica. Digo que circunstancialmente e por influência sociológica do Cristianismo, seus princípios de honra e de respeito (estes sim, sempre bíblicos), de uma maneira ou de outra, foram disseminados através das muitas escolas e colégios, linhas de pensamento, famílias em bairros e através de igrejas associadas ao Cristianismo; aos ensinos de Jesus Cristo.

Pessoas frequentavam mais as reuniões religiosas e do que ouviam, procuravam praticar até por tradição de família. Pais criavam seus filhos participando de cultos e de reuniões de ensinos, sejam, na Catequese católico-romana, ou na Escola Bíblica Dominical, nos grupos evangélicos. Ainda víamos com mais frequência, evangelismos de crianças através de EBFs (Escola Bíblica de Férias) e em praças públicas, as diversas atuações dos evangelistas. Ora, isso só de ouvir, aprender e de marcar; de se frequentar reuniões religiosas cristãs e por elas orientarem suas vidas - ainda que por tradição, fazia um bem à sociedade. A maioria tinha um parâmetro: os ensinos e ditos do Cristianismo e até assim a marca do Poder do Evangelho podia ser bem vista, sentida e era determinante em muitos segmentos sociais, com melhores resultados para todos.

Mas hoje, percebemos que esse tempo já passou ou está passando. Em muitas escolas nos Estados Unidos. onde os dias de aula iniciavam-se com oração e leitura de um trecho da Palavra de Deus (aqui no Brasil, também, em muitos segmentos religiosos haviam mais atividades religiosas. colégios católicos iniciavam com uma reza; os evangélicos, com uma oração - e sempre havia com regularidade cultos. E uma aula por semana de Educação Religiosa, senão, duas). Hoje, vê-se menos; vê-se pouco disso.

2. OS PADRÕES CRISTÃOS JÁ PREVALECERAM MAIS.

Por vivermos no Ocidente tido, visto e apontado como Cristão, durante muitos anos praticamente tudo o que era publicado ou musicado por escritores e artistas, era mostrado na televisão, tinha um freio ou critério cristão (horários para 'coisas mais pesadas' eram regulamentados). As temáticas nos filmes e novelas, eram bem claras: o bem X o mal, com o bem [como no Cristianismo] triunfando no final. O certo era logo apontado como bom e com claro destaque. E o errado, como algo a ser evitado. Os casamentos eram mais honrados nos enredos e a família, melhor retratada. E quando crises conjugais eram apresentadas, contrapontos vinham e eram bem deduzidos: não se resolvem crises se não for com a bondade, com o amor e com a consideração. Princípios cristãos, portanto.

Mas hoje, o que se vê? O inverso disso e, de tal maneira que se alguém for viver por esses princípios nos filmes e seriados será logo visto e apontado como um alienado, um desajustado; um lunático religioso.

Praticamente todas as propostas em qualquer segmento de influência (música, séries, contos, livros) não são, definitivamente os valores e princípios cristãos que contam. No máximo, um moralismo humanista, que você interpreta do jeito que quiser, pois isto pode ser facilmente manipulado e, claro, relativizado.

3. O EMPOBRECIMENTO DO ENSINO CRISTÃO.

E aqui eu me dirijo mais para o meio onde vivo e convivo, de onde sou parte: o meio evangélico, como socialmente somos definidos: crente evangélico (eu sou pastor, presbiteriano e reformado!).

Agora me volto mais para dentro de casa, literalmente: casa e igreja, 'nossas casas' como crentes., como também somos bem conhecidos.

Em casa = LAR, já tivemos mais a presença bíblica em nosso meio de maneira mais consistente, constante, instrutiva e santamente corretiva (2 Tm 3,16). Fomos criados com o culto doméstico, bênção de Deus para instrução e comunhão familiar. Hoje raramente se vê isso entre os crentes. E é tão raro, que chega a surpreender, infelizmente! quando ouvimos que uma família mantém o culto doméstico - todos os dias - em casa, até nos envergonhamos e ficamos admirados com a atitude de algumas famílias que o mantém, mas não ao ponto de mudarmos e acompanhamos tal e santa prática doméstica, recomendada largamente nas Escritura - sabemos -, infelizmente.

Na Igreja, nossa segunda casa por assim dizer, vivenciamos muitos eventos, muitos acontecimentos - alguns, custando uma boa soma de dinheiro, mas, o avanço do conhecimento bíblico e o domínio das Escrituras para a vida das crianças, por incentivo, acompanhamento e conteúdo dos que são responsáveis pelo ensino às mesmas, parece não estar surtindo bom efeito. Antes, pelo contrário...

Em muitos cultos, a mensagem não é cristocêntrica e nem a abordagem é definitivamente bíblica da parte dos pregadores. Antes é terapêutica, moralista e antropocêntrica; cultos feitos para agradar a platéia com introduções na Liturgia de coisas que definitivamente Deus não aprova em Sua Palavra e recrimina. Mas, 'e daí'?

Falta a Palavra de Deus em muitos púlpitos, falta exposição das Escrituras com um claro "assim diz o Senhor em Sua Palavra" e escasseiam pregadores obedientes em transmitir todo desígnio de Deus (Atos 20.26,27).

Tudo isso vejo como consequências (entre outras) de que o Cristianismo está acabando. Mas não será acabado. O Cristianismo bíblico que pregamos neste mundo só acaba com a volta de Cristo, então, é necessário que ele vá acabando.... pois isto marcará a volta de Cristo.

Ouvi do pastor Marcelo Gualberto um fato que resume o desaparecimento do Cristianismo como força influenciando na sociedade como foi outrora. Disse aquele pregador: ....embora a Igreja evangélica brasileira esteja crescendo, a fé evangélica está diminuindo.

É bem por aí. Não só o amor de muitos está esfriando. A fé, também.

4. O QUE FAZER?

1. Não se adequar à presente situação; não se acostumar com isso (já que 'tá todo mundo' fazendo, indo, sendo...)

2. Não esmorecer. Persistir. A perseverança é a marca do cristão e, aliás, foi o que Jesus disse também com referência ao fim: aquele, pois que perseverar até o fim, será salvo! (Mt 24.13). Você não será salvo SE perseverar (como algo seu, mérito humano em primeiro e último lugares), antes, porque você tem consciência da sua salvação por Graça, você irá perseverá até o fim obedecendo e amando Aquele que o arregimentou [e passando isso aos seus, que o Senhor lhes confiou]!

3. Encontrar uma Igreja séria - Por esse termo quero destacar: onde o culto eé prestado em santidade, onde a Palavra é exposta de maneira que cause as devidas mudanças e conscientização da vida cristã por fé, onde o louvor não é show, nem entretenimento sentimental, onde as orações são de confissão e de confiança, onde a santidade é preservada no culto e na vida, onde os incentivos - todos bíblicos, são seguidos e onde o ensino pode ser visto e medido com avanços de entendimento do que foi transmitido, com doutrina bíblica já na mais tenra idade.

Uma boa medida para você julgar se a suia criança está definitivamente aprendendo: converse com ela, pergunte e veja se ela mesma aprendeu, se consegue explicar o que foi dito e mostrar como a Bíblia lhe foi instrutivamente ensinada. Mais do que tempo de 'classinha', doutrina para a vida com frutos evidentes de conhecimento e de prática em sua jovem vida. O ensino da Palavra conduz para isto: evidências de aprendizados para o caráter.

4. Criar os filhos na disciplina e no admoestação do Senhor - (Ef 6.4).

Um dos sentidos da palavra admoestação é explicar bem POR QUE NÃO, segundo a obediência e ao amor devidos a Cristo. Por que não fazemos, por que não somos, por que não vamos, por que não imitamos, etc.: POR UM MOTIVO: Somos povo de Deus, peregrinos e que andam para satisfazer-lhe em gratidão o que nos ensinou e ordenou!

Criemos filhas santas. E servas. Seguras e conscientes da fé que tem e em Quem tem. E boa presença de pessoa boa de Deus, neste mundo.

E cuidemos.

Se lá fora a influência do Cristianismo está nitidamente acabando...

Dentro de nossas casas e com nossas vidas em família [e igreja] ele permanece sendo nosso! Nossa segura, amada e perfeita fé santa! Cristã, Bíblica e Prática.


 

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