A Falência na adolescência dos que comem pipoca desde muito cedo...

A FALÊNCIA NA ADOLESCÊNCIA DOS QUE COMEM PIPOCA DESDE CEDO... 

Não faz muito tempo, dois adolescentes de classe alta, matriculados em um dos mais prestigiados colégios do Brasil, cometeram suicídio no espaço de 15 dias. O SUCESSO os esmagou.
Eles não conseguiram lidar com a carga da competição - não só no colégio, com seus testes e provas - mas para a vida (onde o Colégio justifica a sua maneira de atuar: treinar alunos para vencer; para competir, para chegar lá). E na vida, ou você vence, ou você será um perdedor para sempre.
Notem que eu coloquei a última frase entre aspas.


O certo que penso e convivo com as pessoas é: na vida, ou você vence ou você será UM LUTADOR, sempre.
Infelizmente não estamos ensinando desde cedo, desde a infância, o valor de lutar, a garra para viver com dignidade e que as dores, as perdas, as decepções, as frustrações fazem parte da vida - e como fazem. Estamos retirando desta nova geração a graça da dedicação e do valor das coisas; de cada coisa: um pão tem o seu valor e que colocá-lo sobre a mesa todo dia exigirá muita determinação e muito suor, concentração. E nada de enrolação, de moleza, de esperteza, pois isso não rima com pão honesto.

A vida é dura e exige muita paciência.


Outro tipo de vida... bem este tipo, é para poucos e, na minha opinião, não garante vitória.
O filho do narrador Galvão Bueno, por exemplo, tem 16 anos e é youtuber. Mora nos EUA, tem um Porsche para deslocar-se (nos EUA você pode dirigir com 16 anos) e gastou recentemente mil Reais em figurinhas da Copa - de uma só vez. Quando perguntado, respondeu: meu pai me banca.
Não vou tecer comentário sobre este rapaz e seu pai ou sua mãe. Só sei que o seu estilo de vida é surreal para cerca de 90% da população brasileira.
Para nós outros do lado de cá da dureza da vida, os pais precisam estar mais presentes na vida de seus filhos, acompanhando, aconselhando, respeitando limites (nem toda pessoa é um concorrente feroz para vagas em faculdades e seus 'melhores cursos', alguns o são (concorrentes) mais calmos e mais sensíveis; outros têm suas dificuldades de aprendizado e tantos têm sonhos bem diferentes para eles que os seus pais, para eles. Con-viver (viver com) é um segredo importantíssimo: cada filho tem sua personalidade, seu jeito, e treiná-los para a vida é o mesmo que lapidá-los. Cada um tem a sua toada, a sua dinâmica.


...Um garoto de 11 anos, filho de um empresário paulistano, entrou em grave crise existencial nesta pouca idade, porque seu pai o obrigava a estudar Mandarim todos os dias e durante muitas horas para que ele vencesse nos negócios com os chineses - lá na frente). O menino não aguentou o pique.
Ora pressão demais. Ora libertinagem total.


Criar e Educar nunca foram tarefas fáceis. Mas é tarefa dos pais (a escola e a Igreja ajudam). Acompanhar de perto seus filhos e saber de perto as suas necessidades, limitações, medos, anseios, vontades; orientá-los, corrigi-los, não mimá-los, conversarem com eles (ouvi-los), tudo isso demanda tempo e aproximação. É ser presentes na vida e participativos no lar. E isso está se tornando muito difícil para muitos pais. Paciência e sabedoria: o que é prioridade para a sua vida, sua família ou o seu sucesso [que termina colocando a família em segundo plano, sempre?]
Aos filhos (e quanto mais cedo, melhor) deve-se urgentemente restringir o uso da tecnologia; não permitir que se isolem, que respeitem horários, as atividades da família, o respeito devido aos pais (sou a favor do 'sim senhor' e 'não senhora' como respostas respeitosas aos pais, reconhecendo-lhes a autoridade sobre as suas vidas [não o autoritarismo]).


Pais devem contar com orientadores também: procurar conselhos, ouvir os professores ou conversar com eles, ler, e pesquisar sobre cada fase da vida de seus filhos - a fase onde o filho está e a que virá, pois pais até leem muito sobre a infância, mas param e não leem mais sobre pré-adolescência e adolescência. Enfim, pais não podem parar. E nem ceder.
Por sua vez, cresce o número de pais que cedem e, aí sim, perdem.
Perdem o controle, perdem a paz, perdem os filhos.
Pais embananados. Pais bananas. Filhos pequenos os amassam e comem com Farinha Láctea.


...Pais perdidos e que acham que o dinheiro compra tudo.
Não compra filho pronto.
E nem podem garantir os muitos curso que os pais podem pagar, o caráter de ninguém.
Pais que cedem e dão celulares de ponta, jogos de última geração e ouvem gritos [ou até apanham dos filhos] se o último cartucho exigido por eles não chegou até às 3 da tarde em suas mãos.
Pais que não sabem dizer não e que passam ridículo até diante da sociedade, por causa disso.


O último caso que ouvi: uma mãe com filho matriculado em um prestigioso colégio (nada contra os prestigiosos colégios, aqui) procurou nervosa a Diretora do estabelecimento, exigindo providências!!!
Queria porque queria... que o Colégio proibisse o pipoqueiro na frente da escola de vender ali o seu produto. Motivo: seu filho pequeno não estava almoçando direito quando chegavam em casa, pois quando saiam do colégio... o menino queria comer pipocas e a mãe não tinha como lhe dizer não e não comprá-las, obedecendo-o.
É... segundo esta mãe, está iniciada a tese:


Pipoqueiros criam e educam mal as crianças dos outros.

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