E os fantamas do Halloween?

Crianças gostam de ouvir histórias e entre elas têm “as de terror”, quando alguém até escurece o ambiente e pega uma lanterna colocando-a na altura do peito com um facho de luz subindo de baixo para cima, iluminando o rosto do contador com contornos assustadores para dar mais valor ao conto.

Crianças pequenas em geral NÃO GOSTAM DE OUVIR histórias de terror pois sabem que não conseguirão dormir à noite, mas para não serem chamadas de "moles" ou de "medrosas", ficam ouvindo, ainda que congelando de medo por dentro (é natural da criança)

Pergunta: fantasmas. Eles existem?

...“Era uma noite escura e tempestuosa… um pobre homem andava por uma rua deserta e de repente, apareceu bem na sua frente uma assombração; um fantasma”!!!
Resposta bíblica: Não; fantasmas não existem. Pessoas que morreram não podem voltar a esta terra, jamais[1].


2. O que acontece com os mortos?
Resposta bíblica: A Bíblia nos diz que quando uma pessoa falece, seu corpo vai para a sepultura mas o seu espírito (a sua alma, que é a sua essência da vida e quem realmente uma pessoa é como pessoa única) retorna para Deus[2]. E isso é tudo.
Não diz a Palavra de Deus, que Deus permite que alguém que morreu retorne à terra para ficar vagando por aí, reencarnar em outro corpo ou, até mesmo, aparecer por um dia que seja, como assombração.

3. De onde vêm essas ideias de que mortos voltam como fantasmas em nossos dias?
Resposta: Estas ideias são todas associações do paganismo que existe há muito tempo no mundo. Povos pagãos em diversas culturas que nada sabiam da Palavra de Deus e do Deus Soberano - o nosso Deus, praticavam diversos cultos e entre muitos deles estavam as invocações de espíritos que eram considerados divindades ou os espíritos de quem já havia morrido.


4. Por que essa ideia de fantasma ou de aparições existem no Brasil?
No nosso caso e contexto já havia essa ideia em povos primitivos que por aqui habitavam antes da chegada dos portugueses. E também passaram a ser populares como crendices adaptadas do paganismo por grupos religiosos ocidentais que por aqui chegaram, como o catolicismo romano e o espiritismo, por exemplo. No catolicismo romano[3] uma de suas ideias e ensino é que a alma de uma pessoa pode ficar vagando por aí[4]. No espiritismo, a ideia é que uma alma pode fazer duas coisas: pode reencarnar em outro corpo no ventre de uma mulher ou, se invocada, a pessoa que morreu pode também aparecer em um centro espírita.


5. Podemos associar isso à... brincadeira?
Por mais que estes dois grupos mencionados sejam populares como segmentos religiosos e mesmo que eles não divulguem abertamente isto como suas principais afirmações e por mais que se digam “cristãos”, sobre as duas referidas linhas afirmamos que a Fonte do Cristianismo não é uma igreja/instituição no Vaticano e nem são tradições humanas, ou ainda, um grupo de invocadores de pessoas falecidas. A Fonte do Cristianismo é e sempre será a Bíblia, A PALAVRA DE DEUS.
Assim, NA FONTE do Cristianismo - de onde também o catolicismo e o espiritismo tiram suas ideias, linhas, pregações, propostas, não há nenhuma indicação explícita e doutrinária que mortos voltem, vaguem, apareçam por aí e até que atendam invocações em centros.

6. Pergunta: mas... os mortos não aparecem? Não são vistos ou ouvidos? Não tem história disso até na Bíblia?
Resposta: A única vez que aparece uma consulta de humanos e um contato com uma pessoa que já morreu e que está registrado na Bíblia é o relato de uma feiticeira ou médium; uma invocadora de espíritos. O texto encontra-se em 1 Samuel 28.7-25. E aqui, algumas ressalvas.

DEZ informações úteis para você sobre este episódio narrado na Bíblia:


1) Aquela mulher não pertencia ao povo de Deus. En-dor ficava fora das fronteiras de Israel. Era um povo pagão e que não conhecia o Senhor Deus, portanto.

2) O rei Saul -  o que vai fazer a consulta à médium - já havia sido rejeitado pelo Senhor e estava cada vez mais afundando em seus devaneios. Deus não o abençoava mais. Deus não queria mais Saul como líder do povo. Saul havia falhado feio. Assim, ele irá procurar meios fora da Lei do Senhor (que é perfeita[6]) para ver se encontrava soluções e apoio para as loucuras que vinha cometendo.

3) Deus o entregou a si mesmo para que afundasse ainda mais. A instrução que Saul recebera como judeu que era - desde criança - é que não se consultasse ou invocasse os mortos. E quem faz isso, Deus permite para que esta pessoa cada vez mais se distancie dEle, pois assim esta pessoa quer fazer: quer resolver as coisas pelo seu próprio modo e não, pelo que prescreve claramente o Senhor em Sua santa Palavra.


4) Não afirma a Bíblia que o profeta Samuel apareceu realmente naquela invocação. A médium diz que “viu alguém; que viu um vulto”. E fala algumas palavras que o consultante rei Saul compreende COMO SE FOSSE o profeta Samuel quem estava aparecendo ali.

A médium não diz que era ele (ela vê apenas um vulto) E Saul é quem entende assim (porque queria muito “falar” com Samuel, ainda que morto, para ver se teria dele alguma informação que lhe servisse).


5) O texto hebraico é mesmo difícil em suas cópias, nesta passagem. Na tradução do Antigo Testamento para a língua grega, (chamada de 'Septuaginta'), o termo usado para esta passagem indica que a médium agiu com ventriloquia, que é a arte de projetar a voz. Ou seja: uma voz ou um jeito de falar [ pretensamente como se fosse Samuel] era o que saía de sua boca. Algum tipo de arte ou de artifício, ou mesmo, de possessão da parte de quem realmente conhecia Samuel e que tinha habilidades para imitar a sua voz.

6) O que a médium disse que Samuel disse...está tudo no 15º capítulo deste mesmo livro de 1 Samuel! A médium só repetiu o que um dia Samuel falara como vivo a vivos.

 7) A médium ainda falhará feio. Dirá que “no outro dia”, ou seja: no dia imediato à consulta, Saul iria morrer. Mas Saul só morreu três dias depois e em batalha que demorou para ocorrer. Não houve exatidão na informação e Deus não revelaria nada com falta de exatidão, se tal aparição viesse da parte dEle.


8) Em todo o contexto bíblico já haviam avisos da parte de Deus quanto a falsos profetas. Pessoas que podiam até se passar por profetas ou recebedores de revelações [até divinas]. Para isso havia o Teste do Profeta (vide, Deuteronômio 18.21,22) e outras advertências mais.

Não é quem fala em nome de Deus que é bom.

É quem fala totalmente de acordo com a Palavra de Deus, que deve ter crédito. No tempo do Antigo Testamento era assim e, uma vez que todos os livros da Bíblia foram encerados, ninguém tem mais autoridade para falar em nome do Senhor.

9) Todos os elementos nesta ocasião da consulta à médium estão envoltos em proibições que Deus já deixara bem claro para não ocorrer (consulta ou invocações a mortos), através de uma prática que não era do povo de Deus mas de pagãos e por um rei teimoso e rebelde que só, fazia agora afrontar a Deus.


10) Mortos não aparecem, mas espíritos demoníacos que são mestres em disfarces e em enganos, sim. São estes quem realmente intervêm em um contato desse tipo e natureza. Podem eles os demônios e são capazes disso, de se passar pelo falecido, pela falecida. Mas não são as pessoas que faleceram, de fato. São espíritos demoníacos enganadores. Jesus mesmo disse isto.


Conclusão desta parte de perguntas sobre o Halloween.

 Não se brinca com “essas coisas de fantasmas” pois quem está por trás dessa ideia de “fantasmas” não brinca nunca quando engana, quando mente e quando é invocado e até aparece. Jamais. E este é Satanás ou um de seus agentes demoníacos.
Então, Halloween nada tem de brincadeira, pois brinca com coisa tenebrosa e muito, muito séria. Jesus falou sério sobre Satanás chamando-o de o enganador, mentiroso e pai da mentira. E também expulsou demônios de pessoas.

Os demônios existem, Satanás existe e atua hoje. E são estes seres enganadores que têm a ver com fantasmas e essas histórias e invocações todas.
Então, não se brinca com coisas muito sérias e muito perigosas.
Jamais.

...........................................................................

NOTAS:


[1] Lucas 16.26.
[2] Eclesiastes 12.7.
[3] Vide: https://pt.aleteia.org/2014/08/07/almas-vagantes-e-condenadas-o-que-diz-a-igreja/
 
[4] As almas que vagam é uma ideia vinda de textos que os católicos consideram como “tradição”. Atribuem a Cipriano, um africano do Século IV, essa ideia de almas que vagam. Popularmente há a ideia das 13 almas que não fizeram o bem suficiente para entrarem no Céu e nem mal, suficiente, para irem ao Inferno e que podem ajudar pessoas nesse mundo. Há na Igreja Católica ideias como estas que não são nem desmentidas e nem desencorajadas pelo clero (vide, por exemplo, escrito mencionado acima no site católico aleteia).


[5] Vez por outra surge “um evangelho” totalmente diferente em essência, conteúdo e doutrina da Bíblia. São até chamados de “pseudoevangelhos”. Na Palavra de Deus temos quatro evangelhos reconhecidos e inspirados. O que disso passar não tem reconhecimento e inspiração divina, portanto.

[6] Ver, Salmo 19.7-14.

Curso AnteriorO Problema não é a diabinha à sua porta... É o diabo mesmo, da porta para dentro.
Próximo CursoQuando sua criança pequena não entende porque não deve brincar de Halloween