PAIS BAJULADORES DE SEUS FILHOS SÃO, POR CONSEGUINTE, OS SEUS MAIORES INIMIGOS.

– Por que os pais precisam  urgentemente parar de tentar fazer seus filhos felizes –

“O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará” (Pv 17.21).

Viajando pelo sul dos Estados Unidos uma repórter cristã aproveitou um tempinho de folga para rever alguns amigos e combinaram de se reunir em uma pizzaria. Um, que é professor em uma escola para crianças ainda pequenas introduziu um assunto e demonstrou o quanto estava frustrado e entristecido, contando-lhes a seguinte história…

Eu tenho uma menina na minha sala de aula que nunca me obedece. É um problema enorme. Então, liguei para seus pais e contei a eles sobre o comportamento perturbador da menina. Chegamos a marcar uma conversa […bem, não foi muito ‘uma conversa’; um diálogo…].

…Eles me ouviram, olharam fixamente por um momento e depois disseram: nós nunca dizemos ‘não’ para ela. Nossas regras não são importantes. A felicidade da nossa filha é mais importante do que regras” ! E se levantaram e foram embora.

Esses tempos, estes.

A triste realidade é que em qualquer parte, cada vez mais escuto histórias parecidas vindas de pastores, líderes dos diversos ministérios com crianças e jovens na Igreja, de professores dos ensino, Fundamental e Médio, enfim, de todos que estão à nossa volta – e sei que você também tem ou já lidou com algo parecido, trazendo à tona um triste dilema: “Que pais são esses”?

Coisas assustadoras.

Os amigos naquela noite de encontro, todos reviraram os olhos e chegaram a uma triste conclusão: a de que esta geração de crianças cresce e assume logo o controle de tudo. Teve um deles que até chegou a sugerir: “Já que estamos fora do comando mesmo, então, é melhor arrumarmos nossas malas e abandonarmos tudo”.

É fácil vermos hoje as conseqüências dessa abordagem para a qual um dia fomos ficando incrivelmente míopes ao longo de uma curta passagem de tempo, mas como vocês sabem, muitos de nós nos apegamos a ideias perigosas sobre criação de filhos.

De um pai, li:

“ …Eu sei que estou com dificuldades e que os primeiros 16 anos da minha vida como pai, eu estava quase paralisado. Todo dia – para manter a família [financeiramente] eu me sentia correndo uma maratona. Todos os dias! Eu não podia acreditar como a paternidade  era mesmo algo difícil. Em casa a maratona ganhava outras proporções… E se renovava”.

Ao longo de pausas em sua fala e de um olhar vago no horizonte, uma mãe disse algo parecido:

 “… eu não podia acreditar na mãe terrível que eu era! Tive cinco filhos: uma filha e quatro meninos. E olhando para trás, eu me sinto um fracasso total”!

Entre lágrimas silenciosas que corriam pela face e com voz embargada, prosseguiu:

“…Todas as noites eu fui para a cama como que passando um vídeo de todos os meus fracassos e pecados daquele dia, como mãe. E de todas as maneiras, eu tinha falhado com meus filhos, mais uma vez”.

Perguntas perturbadoras. 

Pais de uma geração de jovens pais têm ouvido de tudo; participado de vários encontros sobre como lidar com os filhos e praticamente todos estão seguindo alguma linha humanista, lendo livros que prometem ajudar pais de primeira viagem. E não são poucas as ideias e sugestões mas, a maioria esmagadora é anti-bíblica e também, filhocêntrica, Daí, não demora muito para virem as frustrações, instalarem-se o desânimo e até o caos e surgirem – na realidade, pipocarem – [mais e mais] perguntas como estas, de pais mais-do-que-frustrados:

  •  …Por que eu não estou amando mais, depois que coloquei em práticas os conselhos que segui à risca? Onde está o amor incondicional que eu esperava sentir pelos meus filhos?
  •  …Por que a minha casa não se tornou ‘este lindo e pacífico lar cristão’ que eu tinha ouvido falar em tantos encontro de casais e nos estudos familiares? Por que há tanta discórdia e disputa na nossa casa [um  verdadeiro Inferno!]?
  •  …Por que os meus filhos não saíram do jeito que eu esperava e planejei?
  •  Por que me sinto SEMPRE como se não estivesse fazendo o suficiente para os meus filhos?
  •  Por que é tão difícil ser pais?

E, convenhamos, se você  achava que sabia as respostas acima facilmente, enganou-se.  Até as respostas CERTAS – as da Bíblia – são difíceis de dar (e no segmento, procurarei explicar por que)

Muitos pais jovens e sinceros têm uma resposta simples. E elas vêm carregadas de culpa:

  • Resposta 1 – O problema sou eu. Foi e é minha culpa…
  • Resposta 2 – Eu é que sou uma péssima mãe…
  • Resposta 3 – ….Eu era um mau cristão daí, Deus deve estar me punindo [só pode!].

Expectativas e Sabedoria. 

Nenhum pai consciente quer ver uma realidade como esta em sua casa pois, o que será dessas criança quando forem jovens e adultos? Em muitos casos de jovens e adultos que conhecemos, vemos no que se tornaram eles quando foram crianças por-conta-própria.

Expectativas boas existem. E elas são do tipo:  como os meus filhos poderão crescer para se tornarem adultos bons, responsáveis e crentes?

Mas também existem os receios-quase-que-certos, que podem tirar o sono de muita gente hoje, como por exemplo: “como meus filhos poderão ‘ser alguém’, tendo uma mãe tão defeituosa; ou, sendo eu um pai tão relapso?

E certamente muitos pais crentes têm este que é o maior dos receios:  eu estou arruinando a vida dos meus filhos hoje e também POR TODA A ETERNIDADE!

É que muitos pais jovens estão criando seus filhos sem o brilho, a verdade e a graça que vem da Palavra de Deus. Estão seguindo fielmente o raciocínio humano, mesmo os de dentro da igreja.

Muitos pais estão hoje desesperados [até] porque estão correndo atrás de fazerem os seus filhos felizes.

E estão falhando feio. Isso é impossível: eles serem felizes e pronto.

Então, que tal seguir acompanhando estes nossos post (breve traremos sua parte 2) quando trataremos sobre…

NOSSA META COMO PAIS DEVE SER A FELICIDADE DOS NOSSOS FILHOS.

Até breve,

Seu amigo, pastor Jáder.

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