ELE QUERIA MUITO AQUELE CAMINHÃOZINHO… MAS SEU PAI NÃO TINHA O DINHEIRO.

Sim, eu não me esqueço.

Já se passaram mais de 30 anos, mas eu não quero deixar nunca de me lembrar daquela cena e de contar essa história…

…Lá estávamos Marcílio Ribeiro e eu andando na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife. Era final de tarde e ele com se filho mais velho no colo, ainda uma criança pequena e que tinha pouco vocabulário, entre os agitos de gente correndo para pegar ônibus, outros transeuntes mais, passávamos os três na frente da loja Mesbla, quando o menino viu na vitrine de brinquedos algo que lhe chamou a atenção e, rápido como um gato, conseguiu descer dos braços do pai e correr em direção à sua atração de crianças, pois vira um caminhãozinho lindo, ali.

A cena foi tal que prendeu nossa respiração de adultos.
A sua euforia foi tal, que ele não parava de desejar e agora, começava a falar: “compra, pai! Compra, pai!“.
Vi Marcílio, o pai do Marcílio Júnior, encher seus olhos de lágrimas que por pouco não despencaram. Era o que ele mais queria: dar aquele caminhãozinho a seu filho, que seguia pedindo, com euforia crescente: “compra, pai!

O pai da criança olhou para mim e eu também queria comprar aquele brinquedo na hora, se eu também tivesse o dinheiro que ambos não tínhamos, nem perto do que a etiqueta mostrava.
…”Compra, pai!“…

Seu pai o trouxe de novo para o colo e o pedido insistia em sair de seus pulmões. Mas ambos, a criança e eu, ouvimos isto: “filho, papai não pode comprar esse caminhãozinho agora… mas que tal pedirmos ao Senhor? Se Ele quiser, poderá dar este caminhãozinho para você. Vamos orar?”..

E de novo, o menino como um gato, desceu dos braços do pai… e eu nunca esqueci a cena: ali na frente da vitrine a criança se ajoelhou e começou imediatamente uma frenética oração ao Seu Senhor, por seu caminhãozinho…

Desajeitados e surpresos, nós dois adultos, ficamos pasmos. E Marcílio trouxe de novo o filho ao colo e nós três prosseguimos ali na frente daquela vitrine de loja, orando com ele, que em todo o tempo esteve e estava orando pelo brinquedo, do chão ao colo.
Oramos os três.
…E em nome de Jesus, amém.

Pronto!
O menino aquietou que foi uma beleza!
Ficamos – nós adultos – mais pasmos ainda.
E sabem o quê?
Seguimos pela Avenida Conde da Boa Vista os três para o ponto que desejávamos anteriormente ir. E ele, o menino, bem feliz por ter orado. Não mencionou mais nada.
Seguíamos sem o caminhãozinho.
E ele estava sereno e calmo, que só.
Tranquilo, que só.

Passou o tempo… e o tempo passou, mas não muito tempo, sabe…

Andrea Calife naquela época, estava de olho em conquistar o coração do tio do menino, o Markinhos, que gosta de ter o seu nome escrito com K. E fez uma boa amizade com Simone e Marcílio, pais do Júnior, sobrinho do Markinhos…

E quando foi uma noite, estávamos jantando (na época, Markinhos e eu dividíamos um pequeno apartamento e de vez em quando Marcílio e família vinham passar o final de semana conosco). Sim, eles estavam lá, quando alguém bateu à porta. Fomos ver quem era e era Andrea. Porém, ela tinha um pacote considerável nas mãos, com um embrulho lindo!
E a essa altura você já desconfia o que era…

Era isso mesmo: o caminhãzinho da vitrine da Mesbla!
Como ela soube? Não sabemos!
Como ela trouxe o brinquedo, nos deixou a todos estupefatos, mas principalmente Marcílio, o pai e eu, que ficamos muito emocionados, pois ninguém sabia daquilo, a não ser… nós QUATRO.

Sim, Deus (a quarta Pessoa e a Primeira que sabia!) atendeu a oração de um menino, que agora abria entusiasmadíssimo o embrulho, enquanto soltava um: “olha, pai!!! O MEU caminhãozinho!!!”

E não esqueço também que naquele momento, depois que todos os presentes ficaram sabendo da história da oração na vitrine da Mesbla (Markinhos, Andrea e Simone não sabiam de nada)… a emoção foi geral.

E oramos mais uma vez.
Junior orou. Agradecendo ao Senhor por seu caminhãozinho.
E depois, foi brincar feliz que só.
Com o seu caminhãozinho e eu fiquei ali pensando também…
E com o seu Deus!

Próximo CursoParte 06. Como surgiu o Projeto Pequenos Passos.